Altair Almeida

É tão natural que não sei explicar

O papel que a literatura ocupa na vida de Altair Almeida é preponderante, a ponto de o autor atribuir à genética sua opção pelo ofício de escrever e pela leitura. Mesmo tendo nascido em uma família muito pobre, ele sempre conseguia juntar alguns trocados para comprar gibis e livros de bolso, que lia com afinco: “Ler e escrever pra mim, são atividades fundamentais no meu dia a dia… quando não consigo fazer um dos dois, me sinto mal, deslocado”, afirma.

Paulistano do Tucuruvi, nascido na década de 70, de mãe vinda do Mato Grosso e de pai baiano, nordestinos em busca das oportunidades no estado paulista, foi separado de seus irmãos ainda na infância, seguindo sua vida ao lado da mãe. Altair conta que sempre quis ser escritor, “pois admirava Monteiro Lobato e vários autores”. Seguiu pela adolescência escrevendo poemas e letras de música para os festivais estudantis da época.

Em 2001 publicou seu primeiro livro “Paisagens da Minha Janela”, uma pequena compilação de contos e poemas. No mesmo ano foi lançada mais uma coletânea de contos e poemas de sua autoria: “A Batalha das Feras e dos Pálidos Infantes”.

Este ano o autor lança, pela Kazuá, uma coletânea exclusiva de contos e ainda finaliza seu primeiro romance “onde conto uma história fantástica”, anuncia. “Tenho vários poemas que pretendo publicar em um momento futuro (próximo) e pretendo exercitar muito essa veia de escrever romances, pois a experiência tem sido fascinante”, explica.

Altair é engenheiro eletrônico de formação, sempre trabalhou em empresas de tecnologia e atualmente está vinculado a uma multinacional chinesa. É vegano, budista e se impacienta com a hipocrisia e a arrogância, preferindo a simplicidade: “Adoro pessoas mansas, calmas, que estejam dispostas a abrir mão de suas coisas em prol do próximo… pessoas que gostam e defendem os animais, pessoas humildes, honestas e que não gostem de levar vantagem”. Define-se como homem de hábitos simples: “gosto de estar com meus filhos, de ficar em casa… acho que é isso”, conclui, com a certeza de que escrever é um ato tão natural que não sabe como explicá-lo.

botao-voltar