Bruno Mendonça

Sobre o autor: Bruno Macêdo Mendonça (Recife, 1979) estreou na Literatura com a publicação de sua coletânea de contos Trôpegos Visionários, sob o pseudônimo de Caio Lobo, um lançamento da Editora Kazuá. É colunista da Revista Philos, onde publica mensalmente contos, ensaios e poemas. Contribuiu, sob pseudônimo, com narrativas curtas em periódicos literários eletrônicos como as revistas Gueto e Desenredos. Foi um dos vencedores do Prêmio SFX de Literatura – 2016, com a narrativa O vizinho, e terceiro colocado no Prêmio José Cândido de Carvalho – 2016, com o conto Gafanhoto.

Liberdade marca sua estreia na categoria romance e confirma a inclinação do autor, anunciada em alguns de seus contos, para histórias que mesclam ação intensa e reflexões de cunho filosófico e social.

Sobre a obra: Em Liberdade transitam personagens aprisionados nas malhas justas de circunstâncias individuais. O autor, com este título, nos propõe uma charada que ele mesmo se recusa a desvendar. Somos de fato livres? A pergunta, tantas vezes formulada, parece constituir o cerne deste romance inquietante.

A obra é o diário de um mundo esquecido e só lembrado como apêndice de um tecido social proibido para os pobres. Um adolescente jurado de morte retorna a seu bairro após anos de internação socioeducativa. Uma mãe sonha com a regeneração do filho. Um universitário luta para transcender as condições do seu meio social. Um professor encontra-se na encruzilhada de suas reflexões com a realidade de existências paralelas e distantes da sua. Uma garota tenta escapar da vingança que a ameaça por um deslize do passado. E tudo isto se passa no centro do país, num lugar sem nome e, no entanto, tão familiar a todos nós.