Bruno Silva

Sobre o Autor: Bruno Silva foi criado nas roças da região do cacau, na cidade baiana de Coaraci.  Desde pequeno acompanhava seu pai, que cuidava dos animais nas fazendas apenas com seu conhecimento prático. O convívio com a sabedoria popular no trato dos animais o levou a se formar em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual de Santa Cruz, na cidade vizinha de Ilhéus. Foi também na infância que Bruno Silva começou a se aproximar da literatura.

O autor conta que ficava esperando, ansioso, a passagem do vendedor de folhetos de cordel. Comprava então alguns exemplares e os levava até sua mãe que mantinha a tradição de lê-los em voz alta. Certamente a leitura rimada desta forma literária popular no Nordeste brasileiro incentivou Bruno Silva a escrever. Ele atribui seus primeiros poemas, escritos aos 16 anos, à inspiração dada pelos versos de Carlos Drummond de Andrade. Sua criação poética garantiu a participação em antologias do gênero e o levou a manter seu interesse pela literatura. Hoje é também admirador de Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Vladimir Nabokov e Gabriel García Márquez, entre diversos outros autores que estimulam novos escritos, nos quais desenvolve e diversifica seu estilo, escrevendo também contos e romances. O título que será lançado em breve pela Editora Kazuá envereda pelo gênero literário infanto-juvenil, possivelmente evocando o encantamento e o despertar para a expressão pessoal que os primeiros contatos com a literatura trouxeram para a vida do escritor.

Sobre o Livro: A ficção de Bruno Silva aborda o universo de um grupo de adolescentes de uma pequena cidade no interior do Nordeste brasileiro. A narrativa compacta e objetiva é formada pelas lembranças de um homem adulto, personagem que relata sonhos e vivências compartilhados pelo grupo de amigos. A música permeia quase todas as situações descritas, possivelmente porque, apesar de não saber tocar nenhum instrumento, ela aparece na vida do escritor como “se fosse trilha sonora… a música sempre fez parte do meu cotidiano e sempre fará”.

Bruno Silva despertou para a literatura na idade dos seus protagonistas. “Comecei realmente a escrever e guardar os escritos na adolescência”, relembra, defendendo que “a expressão artística sempre foi importante em qualquer época”.

Sobre seu processo criativo, declara que, quando as ideias aparecem, vai “guardando em algum lugar da mente, depois vou colocando no papel”. Sem saber explicar exatamente de onde vem a inspiração, já que ela “simplesmente acontece”, conta que a solidão é uma forte motivação para escrever. “Ela me inspira”, exclama com convicção.

Antes da recente obra, o escritor participou de antologias poéticas, como Caleidoscópio, com o poema Obras de um homem qualquer, Eldorado, com os poemas Surto Poético e Eternas Crianças Insensatas e Coração de Poeta, com os poemas Riminhas de Saudade e Um Casal Mórbido.

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