Flávio Viegas Amoreira

Sobre o livro: A obra O vazio refletido na luz do nada é prefaciada por Carlos Pessoa Rosa que sublinha a transcendência da criação de Flávio Viegas Amoreira.

“Circunscritos em um mundo esquizopulsátil, onde sístole desagrega e fragmenta a totalidade e diástole é a evaporação do corpo, a alma transita através de um monólogo interior plural e insano, corpos não passando de zumbis em pluralidade uniforme pela perda de todas as referências mí(s)ticas por um hospício a céu aberto – o que me leva a pensar no título do livro de Cançado: O Hospício é Deus. Dentro desse panorama qual poesia porvir?

Podemos encontrar alguns rastros dela nesta obra de Flávio Amoreira Viegas, um autor transfinito e tranZmoderno (como se intitula em alguns momentos) e que atrai para si toda a crise do presente (se é que há alguma), atuando a resistência, a discórdia e a cisão sem lançar mão de modismos transquímicos ou alquimias medievais, rivotris ou fluoxetinas.”

Sobre o livro: O livro de poesia experimental Desaforismos & Tramas de Metrô de Flávio Viegas Amoreira manifesta uma construção silogística fincada em um alicerce multifatorial, problematizando desta maneira os desdobramentos da cosmovisão na criação literária.

“Não há reticência num aforismo, mas síntese e uma ponta de ironia. Às vezes, mais que uma ponta, uma ponte!
Num ‘Desaforismo’ a síntese e a ironia se revelam em sua precariedade, como fala, pensamento e discurso, no assombro.
Vertigens instantâneas, lancinantes e precárias nos oferece esses “Desaforismos” de Flávio Viegas Amoreira, que nos mergulha na infinita vertigem do cotidiano, afinal, são textos para serem lidos no metrô, como propõe o autor ao seu móvel leitor.
Um noturnário despirocado de sensações e ideias digitadas na pele da tela.” (Livio Tragtenberg é compositor, músico, artista multimídia e escritor)

Sobre o autor: “A trajetória de Flávio Viegas Amoreira tem se caracterizado por uma desmedida caminhada pela floresta do barroco, paradoxalmente por um barroco carregado de um estranho corte e de uma rigorosa concisão. Estes CANTOS dialogam com a tradição literária dos chamados ‘Poetas do Mar’, no sentido cosmogeográfico. Leitor de Deleuze, o que este poeta faz é uma mixagem do barroco com elementos do discurso fragmentário que é tensionado até o limite nestes textos.” Marcelo Ariel (escritor)

O escritor, jornalista e crítico literário Flávio Viegas Amoreira apresenta sua escrita inovadora e irreverente na obra O vazio refletido na luz do nada. O autor é considerado umas das mais inventivas vozes da nova literatura brasileira, o guru da “tranZmodernidade”, também reconhecido como artista da “literatura do estilhaço”.

“Flávio Viegas Amoreira é escritor em sentido pleno. Seus textos transgridem a categorização por gêneros, ao mesmo tempo em que as narrativas, no trânsito entre o mar e Sampa, transfiguram o mundo. Nestes versos de: O vazio refletido na luz do nada, a palavra é pele – e Flávio faz da pele, música.” Renato Tardivo (psicanalista e escritor)

(A fotografia do autor é Isabel Carvalhaes)