Juan Toro

Sobre o livro: A poética de Juan Toro é uma poética de fronteiras. Se movimenta e habita as fronteiras. Desta vez, nas fronteiras da Academia.

A poética de Juan Toro nesta obra intitulada Nacadema é constituída num movimentar por entre as fronteiras, a saber: do sentido e do sem sentido, empreendendo o encontrar telúrico dos opostos ou mesmo a unificação imanente dos dispares. É em seu implícito norteador aparentemente conflitante, em sua essência e consecução dialética que o autor promove a multiplicação de imagens e tal processo submergido não é simplório uma vez que esta ação coordenativa demanda uma transmutação das mesmas, violentando-as de revés, fronteiras estas que são deslocadas e habitadas pelo poeta na ação criativa da poiesis, dotado tanto de singularidade quanto de inventividade no trato da concepção imagética e rítmica. Estes versos são notoriamente inspirados pela Academia e suas diversas possibilidades de existência. Com a propriedade de quem vive os conflitos e as satisfações oferecidas por este lugar, privilegiado pela circulação e criação de conhecimento, o autor apura sua percepção sobre a complexa intimidade entre as estruturas, os conceitos e os seres que as habitam e engendram.

Sobre o autor: Juan Toro é um autor parte brasileiro, parte chileno que escreve no idioma de ambos os países, é graduado em Comunicação Social e mestrando em Estudos Literários pela Universidade Federal de São Carlos no Brasil. Foi diretor e roteirista do curta-metragem Silvano, além de assinar diversas publicações em coletâneas e antologias poéticas tanto no Brasil quanto em outros países ao redor do globo, como Argentina e Espanha. O autor também usa o pseudônimo de Juan Castelo D..