Judite Canha Fernandes

Sobre a autora: numa pré-histórica convulsão, judite canha fernandes, nasceu no Funchal em 1971 (depois foi viver para os açores, em 1979), em Portugal. é performer, feminista, curinga do teatro do oprimido e das oprimidas, escritora, bibliotecária, mãe, ativista, investigadora, fazedora de orgasmos, sem preferência particular por uma ou outra judite. dedica-se agora aos estudos literários e à descoberta do tamanho da terra. é autora de Cal (banda desenhada, com Luís Roque, 2003-2006); Abraçando o lastro e Penumbr@ (poesia, 2008) – Prémio Labjovem, O complexo das fadas (conto, 2008); M. a sede dos outros (teatro, 2011); Bemóis e bicharocos (literatura para as infâncias, com Teresa Gentil, 2012); Um passo para sul (romance, inédito, 2015) – Prémio Criar Lusofonia;  Laura (poesia, 2016) – Antologia Luso-Brasileira Ruth Campos; O mais difícil do capitalismo é encontrar o sítio onde pôr as bombas (Editora Urutau, poesia, 2017) e Curtíssimas (conto, 2017) -Prémio Nacional Editora Kazuá.

Sobre a obra: Curtíssimas é uma série de contos curtos, em jeito de cinema, ou em jeito de provocação. Provocação ao tempo – podem ler-se a tomar um café em pé -, ao espaço – feitos que são de lugares e não lugares de vários extremos do mundo –, mas também à história e à forma como esta criou protagonismos, subalternidades, margens, centros, e uma narrativa ficcionada, frequentemente equívoca, e construtora de violentos poderes. Digamos assim, como refere um dos contos: “- Eva, já experimentaste andar de braços abertos?” Cada conto recebe ainda uma ilustração que o complementa, interpreta, acrescenta uma gargalhada.