Laercio Aparecido da Silva

Sobre o livro: No livro de poesia dramática ATTACCA MEZZO FORTE INCONTIDO Laercio Aparecido da Silva constitui por intermédio do experimentalismo estético a fenomenologia da criação heteronímica na autoria de Danielle Carbonera, entre a intertextualidade e a transcriação. Eis uma obra hermética e híbrida alternando a poética lírica e as construções neo-concretistas, tendo como temática basilar a aporia exponencial moral do niilista sujeito pós-moderno. 

“As palavras e as concatenações que lhes conferem sentido ganham em Laercio Aparecido da Silva, sob a assinatura de Danielle Carbonera, significados que transcendem as acepções costumeiras e triviais. O ato de escrever encontra neste experimentalismo poético concepções estéticas elaboradas que agregam sentidos extraordinários à obra e sua fruição.”

Sobre o livro: Na obra de poesia lírica intitulada O DRACONIANO PARADOXAL CLAMOR EM HECATOMBE ou ode a elegias axiomáticas – seu autor Laercio Aparecido da Silva por intermédio da fenomenologia da criação heteronímica na assinalação de Alessio Forté – executa o experimentalismo estético objetivando desvelar a tradição da poética ocidental, numa releitura temática entre a aporia e o paradoxo, transversalmente fusionando o contemporâneo e o clássico em autosuspensão do juízo, em polifonias que evidenciam contrastes áridos e reverberam em emulação de timbres e tessituras que transitam entre o gótico, o barroco e o pós-moderno, assimilando uma abrangência interestilística e intertextual entre o secular e o hermético, desta maneira fomentando a impossibilidade da metanarrativa unívoca na literatura.

Sobre o autor:

Gesto criador incontido

ATTACCA MEZZO FORTE INCONTIDO apresenta a predileção pelo experimentalismo lírico para refletir sobre as contradições pessoais frente à contemporaneidade, tempos de primazia da imagem e suas seduções. A partir da relação entre a expressão criativa, cujos caminhos são feitos de vestígios de pessoalidades, e a própria existência, Danielle Carbonera encontra as palavras, uma a uma, para com elas tecer significados e demonstrar a vastidão, possivelmente inexplorada de sua(s) plenitude(s).

Um solilóquio em que as expressões importam para além do significado costumeiro, mas também, e principalmente, pelas relações intempestivas que estabelecem entre si e para si. Desvelada pelas próprias incógnitas, a obra propõe os relevos da expressão escrita como vórtice para a poiesis do existir, num gesto criador incontido.