Leandro Andreo

Sobre o livro: “Leandro Andreo lançou em 2014 seu primeiro livro, ‘Ivvi’, que constitui verdadeiro hino de amor à eterna musa dos sonhos de todo poeta. Não me faltaram lágrimas logo na primeira leitura, tratando-se de uma obra com a qual me identificava, e que eu mesmo gostaria de ter escrito se me sobrasse algo desse talento que sua alma esbanja. Leandro Andreo é daqueles poetas que proporcionam à mente um prazer misterioso a cada mergulho em seus poemas, pela forma apurada dos versos que escreve, sem deixar de sensibilizar as fibras íntimas com seu lirismo, na verdade, abundante.

Neste novo livro, muito veneno e um pouco de lirismo, o segredo do seu sucesso fica em total exposição, quando o poeta invoca as melhores tradições da arte poética, a qual é tão ardorosamente devotado. Seu veneno, ao contrário, é antídoto tentando neutralizar funestos modismos, com a finalidade de reintroduzir, no corpo dessa arte, a livre utilização de técnicas tão surpreendentemente suprimidas ou ignoradas pelos poetas da atualidade. É assim, agraciando-nos ainda com poemas de singular beleza, que o poeta vai erigindo, pouco a pouco, sua contribuição ímpar ao universo da poesia.” (Milton José Neves Júnior é poeta e advogado)

Sobre o autor: Leandro Andreo (São Paulo, 1985) é poeta, romancista e contista. Faz parte do quadro fixo de poetas do portal A Voz da Poesia (www.avozdapoesia.com.br). É autor do livro Ivvi (Pandorga, 2014) e já teve seus trabalhos premiados e publicados em diversas antologias.

“A poesia contemporânea está envenenada? Sim. E, de elogios. Mas não só de elogios vive a poesia brasileira, como também de poemas vazios de significado e sem vínculo com a tradição. Não é o caso de Leandro Andreo, cujo domínio da arte poética alcança a mestria. Neste livro, expõe sua acidez sobre a poesia brasileira contemporânea com versos rimados, estruturados, musicados e com uma linguagem próxima ao universo do leitor.

Andreo lança a indagação:

[…] É moderna a poesia que, sem forma,

Com versos dissonantes se conforma

E resulta emaranhado indigesto?

Pode o novo surgir na exclusão do antigo? Os atuais poetas se afastam da tradição e do estudo das formas poéticas, partindo da ignorância da forma para afirmar estar construindo algo novo. Ignorar formas antecessoras, desconhecer a métrica, as figuras de estilo, o ritmo, e buscar produzir um poema somente fundamentado num jogo de imagens, é demasiado vazio.

Longe dessa zona improdutiva, Leandro desfila um imenso repertório de recursos poéticos para criticar esta ‘poesia de ignorância’ e, claro, falar sobre amor.” (Anderson Fonseca é escritor, professor e crítico literário)