Marcelo Marcus Fonseca

Sobre o autor: De imediato, impressiona o entusiasmo que transparece na escrita de Marcelo Marcus Fonseca. A paixão, a entrega total à criação, à expressão plena da imaginação. São qualidades que encantam o leitor e despertam a empatia no primeiro bater de olhos em ‘Da Terra O Paraíso’. Segue uma tradição e a renova. Aquela dos “flâneurs” urbanos, dos que registraram como é deambular pela cidade, perder-se na metrópole e na multidão para reencontrar-se. Como se sabe, seu iniciador foi o Baudelaire de “O heroísmo da vida moderna”, do Spleen de Paris e das cenas parisienses em As Flores do mal. Prosseguiram- na e ampliaram-na, entre outros, e de distintos modos, Apollinaire em “Zona” e outros dos Alcoóis, Aragon em O camponês de Paris, Breton em Peixe Solúvel, Nadja e o amor louco, James Joyce em Ulisses, Mário de Andrade em Paulicéia desvairada, Allen Ginsberg em Uivo e Roberto Piva em Paranoia. “O resultado é a escrita total – ao mesmo tempo solar e noturna. O poema como encontro de tempos e lugares: aqui também é ali; o momento presente é a biografia do autor, suas memórias, e todas as épocas e lugares.”

Sobre o livro: O ator, autor, dramaturgo e diretor teatral Marcelo Marcus Fonseca resolveu revirar seu baú de escritos e organizar, em livro, uma série de poemas e prosas poéticas. Nasce Da Terra o Paraíso. Instigador, daqueles que coloca o dedo na ferida sem gaze nem mertiolate, Marcelo Marcus Fonseca convida o leitor para sua viagem poética. Bebe em Baudelaire, Appollinaire, Joyce, Mário de Andrade, Allen Ginsberg e Roberto Piva, passando por Murilo Mendes e Nelson Rodrigues. E adianta aos leitores o que pode ser encontrado nas páginas do compêndio: ritmo, amor e destruição.

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