Marcelo Torres

Sobre o livro Vertigem de Telhados: “Sem dúvida, poesia de qualidade, com estilo definido e belas imagens poéticas.” (Claudio Willer é ensaísta e escritor)

“Marcelo Torres é poeta pleno e de tamanha força imagística que sem dúvida deve ser alçado muito acima do vazio destes indizíveis tempos, onde tudo cabe e nada fica. Sua poesia mobiliza e restaura o que tem sido inelutavelmente banido das palavras: o mágico, a mítica, a sedução; uma urgente transgressão dos sentidos.” (Beth Brait Alvim)

É um descanso, quando nos autorizam a falar de poesia como leitores que somos. Falar de um livro como quem fala de tê-lo lido, não do como deveria ser ou poderia ter sido. Em suma, do que se passou no encontro entre leitor e texto. E o que se passou comigo? Qualquer coisa incômoda, como a intrusão da materialidade vulgar na hora crucial da elevação poética. E, mais incômoda, a dúvida de haver ou não sentido na expressão “elevação poética” nesses nossos dias inteligentíssimos. Eu poderia, aliás, reformular a expressão e torná-la menos patética, menos pretensiosa, menos mística – mas isso seria o mesmo que dizer: “menos imprescindível”. Enquanto lia Vertigem de Telhados e pensava em tudo isso, a voz dos versos enumerava toda a poesia que perdemos em todas as horas de todos os dias, chocando-nos com aquele excesso de coisas das quais dizemos “o vazio”. Mas, nesse movimento, a voz se fazia finalmente poética, dando passagem a insights e ecos de poetas anônimos que ninguém viu. (Reni Adriano)

Sobre o livro nadar em cima da rua: “Poesia de rutilância: densidade no esmero dessa dramaturgia lírica: quadro a quadro uma composição em alto relevo: essencialismo próprio das narrativas fanopaicas: imagética ressonante.” (Flávio Viegas Amoreira é escritor e crítico literário)

“Mais conciso que no livro anterior Marcelo Torres segue apostando na pesquisa contra as facilitações adotadas por parte da produção poética contemporânea. Assume o delírio e o olhar crítico como veículo, nos leva a nadar sobre – mais que a rua – nossos desígnios cotidianos. Sobre nossa vida tão sem poesia. O poeta está ainda mais combativo e define melhor agora os elementos da batalha. Batalha pelo simbólico e pelo/contra o concreto que cerceia a todos nós. Evoé! Vamos por essa rua sem fim!” (Carlos André é poeta, músico e crítico literário)

“… com consciência lírica o autor destas braçadas em nados no concreto do asfalto e da concretude física dos fatos, delineia a mutabilidade na difusão das vicissitudes descritas, sua retórica transmorfa transcende a “transgressão pela transgressão” da ‘Geração Beat’, a temática citada é apreendida e transmutada por intermédio de desdobramentos funcionais em leitmotiv, em tópicos recorrentes como a androginia, a sensualidade abrupta, e no culto do pária que é seu Algoz e Messias, – arrebatamento na linguística libertária…” (Laercio Aparecido da Silva é ensaísta e poeta)

Sobre o autor: Nasceu em Pernambuco na cidade de Palmares no dia 01 de março de 1984. Reside em São Paulo na região do ABCD há mais de 25 anos. Tem publicações de poemas em revistas de literatura e cultura. Busca criar uma poesia de resistência da imagem poética, fundida ao ritmo que possibilita a pluralidade de significados diante das diferentes realidades.