Mariana Lancellotti

Sobre a autora: Nascida na cidade de São Paulo em 1980, Mariana Lancellotti cursou Relações Públicas na Faculdade Cásper Líbero, tem pós-graduação em Sócio Psicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e formação em Clínica Psicanalítica pelo Centro de Estudos Psicanalíticos. Desde 2013 faz parte do coletivo Banda Literária, que publica conteúdo autoral nas redes sociais abordando temas como música, cotidiano e relacionamentos. Sua vida profissional é diversa, passando por experiências em comunicação, produção cultural e consultorias de recursos-humanos. Lorena – sem filtro nem ponto final é sua primeira obra de ficção.

“Conheci a Mari em um curso de psicanálise. A primeira coisa que percebi nela foi o sorriso espontâneo e a falta de medo. Eu, que não sei por que hoje em dia tenho medo de tudo, me encantei por essa segurança em viver. Lorena é meio que nem a Mari, se enxerga nos homens que possuiu, mas é muito maior que todos eles juntos. Além disso, a Mari é do mundo, que nem a Lorena. Viajou muito, mas tenho quase certeza de que os cenários por onde ela passou são apenas um pano de fundo para que a vida dela aconteça. A grandeza dos detalhes nas vidas dos jovens adultos de hoje… A impressão que tenho é que sem Lorena a alegria de viver desmoronaria pela metade junto aos prédios onde ela esteve. Amar alguém por uma vida inteira. Amar alguém por um segundo. Amar. Mari achou que eu falaria sobre a histeria. Pois é! Para mim, as histéricas é que sabem viver.” (Paula Febbe – escritora)

Sobre a obra:

Lorena sem filtro nem ponto final: O livro de contos contemporâneos de Mariana Lancellotti apresenta a sua protagonista, uma paulistana de classe média, em suas paixões desde a infância até a idade adulta, e sua frustração por não conseguir se expressar através das artes, no decorrer de onze Contos, evidenciando os conflitos e o debate sobre o papel da mulher nos dias atuais.

“Consta que foi José Martí (1853-1895), um poeta cubano martirizado pelos colonizadores espanhóis, o criador desta frase antológica: “Há três coisas que um homem deveria fazer na vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.” Não cometerei a pieguice de afirmar que, em meus 71 anos de idade, já realizei essas três tarefas – com variados teores de competência. Prefiro aprimorar o mote de forma peculiar: para se consagrar, o cidadão precisa ter uma sobrinha que saiba escrever um livro.

No meu caso singular, graças a Mariana Pereira de Souza Lancellotti, a bambina da Fifa e do meu saudoso mano Gigio (1946-1984), amplio o cumprimento da missão para quatro. Graças à Mari e graças à “Lorena”, a emblemática personagem que ela idealizou a partir das suas próprias reviravoltas existenciais. Aqui eu me declaro orgulhoso por tê-la como herdeira cultural.” (Sílvio Lancellotti)