Marília Santis e Arlete Persoli

Sobre as autoras: Texto sobre autoras: Organizado por Marília de Santis e Arlete Persoli, o projeto nasceu entre as pessoas da comunidade. “Os moradores nos surpreenderam apresentando a ideia, alguns depoimentos. O projeto nasceu entre as pessoas da comunidade, nós só ajudamos a concretizá-lo, e com o trabalho e envolvimento de todos. A própria gestão do projeto é coletiva”, conta Marília. Heliópolis é a maior favela de São Paulo e conta com cerca de 190 mil habitantes, segundo dados da prefeitura. Naturalmente, nem todos (ainda) prestaram seus depoimentos para o livro. Mas pode-se dizer que todos têm a sua parcela de autoria na obra, já que ela retrata seu cotidiano, suas angústias, alegrias e esperanças.

Sobre o livro: O livro reúne depoimentos de moradores da comunidade, captados para o projeto de mesmo nome promovido pela União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco (UNAS) e pelo Centro de Convivência Educativa e Social de Heliópolis, em parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo. O objetivo do projeto é resgatar e divulgar a história do bairro sob a perspectiva de seus moradores, que traduzem, em seus relatos, a história de luta dessa comunidade. “O mais legal em Heliópolis é que o movimento social está vivo, articulado, propondo ações e pressionando o poder público. A prioridade de Heliópolis hoje é deixar de ser favela e se transformar em um bairro que prioriza a educação”, conta Marília de Santis, uma das organizadoras do projeto e do livro. Não é nada fácil. “A construção é diária. Ainda há muita miséria por lá”, relata. Os depoimentos do livro expõem essa realidade e reforçam a vontade de trabalhar pela mudança dos moradores da maior favela de São Paulo.

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