Tarsilla Xavier

Rabisco minhas histórias desde os cinco anos…

… idade em que aprendeu a escrever em casa, conta Tarsilla Xavier, a nova autora da Kazuá. Acostumada com o mítico, o místico e o fantástico desde pequena, “… graças a minha avó benzedeira”, Tarsilla conviveu com as práticas da benzedura, onde o imaginário e a religiosidade se encontram na cultura popular do Sul do Brasil, herança dos açorianos que povoaram parte do estado de Santa Catarina. Natural de Joinville, cidade mais populosa do Estado e com fortes características industriais, Tarsilla contraria a vocação do município e encontra espaço para diversas expressões artísticas.

O ato de escrever ainda se relaciona com uma necessidade da adolescência da autora, época em que escreveu seus primeiros poemas. Necessidade “de expressar melhor um pensamento”, de organizar as opiniões que às vezes se embaralham no dia a dia ou desabafar um sentimento: “Escrever é para mim, o portal mais fácil do autoconhecimento”, reflete. Além da dedicação à literatura, atualmente dá aulas de teatro, pinta telas e customiza roupas inspirada nas artes cênicas. Impulsionada por uma personalidade curiosa e obstinada Tarsilla também encontra tempo para se aventurar no mundo da música e toca violino e teclado.

Tarsilla Xavier tem 21 anos e é estudante de Filosofia, disciplina onde provavelmente foi buscar argumentos racionais para entender sua predileção pelos temas relacionados com o fantástico e o extraordinário, assuntos que permeiam seu livro que será lançado em breve pela Editora Kazuá. Seus estudos sobre questões relacionadas com o conhecimento, a verdade e valores morais e estéticos aparecem em seus escritos, assim como as reflexões sobre o significado de ser mulher. Violino e teclado.

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