Vitor Camargo de Melo

Sobre o livro: Fratura Exposta toma o leitor com personagens que evocam ora a gente desintegrada de Bukowski, sobrevivente da “máquina de moer carne” das grandes metrópoles contemporâneas, ora herdeiros da honra dos fundadores das nações latino-americanas em combate contra as tiranias. Uma narrativa que conta o quotidiano de uma sociedade assentada sobre a violência. A violência entendida e vivida como herança irrecusável, como se fosse uma segunda natureza. Não por acaso a obra visita o submundo das delegacias de polícia, onde o exercício da violência é inseparável do exercício da autoridade, e os espaços urbanos, onde o comércio do prazer carrega sempre consigo o sórdido, o bruto, o cínico, a crua realidade dessa franja social dos expelidos.

Vitor Camargo de Melo captura o leitor e o conduz como se estivesse lendo um Almanaque de Ellery Queen, ao desenhar o perfil dos “Matadores” ou simplesmente daqueles que se tornam alvo – neste livro não há lugar para vítimas, não há inocentes –, ou ainda daqueles que, mesmo que por uma noite, escapam pelas frestas da brutalidade compacta que os sitia e devoram o momento de amor que a vida, talvez por distração, lhes concedeu. (Pedro Tierra)

Sobre o autor: Vitor Camargo de Melo nasceu em Duque de Caxias (RJ), em 1987. Participou da antologia Contos Perversos, que integra a Coleção Literatura Clandestina, publicada pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores em 2006. Recebeu menção honrosa no VIII concurso Contos do Tijuco, organizado pela Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba em 2013, e no VIII Prêmio UFF de Literatura 2014 em duas categorias: contos e crônicas.