O jornalista musical mais maldito do país: Humberto Finatti lança livro de estreia nesse sábado, em SP

22/11/2017

Lançamento do livro Escadaria para o inferno acontece no sábado, dia 25, na Sensorial Discos, em São Paulo. Evento terá shows de Psychotria, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes e Jenni Sex.

Um Hunter Thompson às avessas (se é que isso é possível)? Um Lester Bangs “brazuca” ainda mais polêmico e “torto” do que o próprio? O autêntico Ed Wood do jornalismo musical e cultural brasileiro?

Escadaria para o inferno, o primeiro livro escrito pelo jornalista Humberto Finatti, pode responder a essas questões. Autobiográfico, mas com narrativas que possuem um forte contorno de crônicas ou romances curtos, o livro reúne algumas das histórias mais malucas – e quase surreais – vividas pelo autor, um genuíno “repórter gonzo” da imprensa cultural e musical do “bananão tropical brasileiro”.

São episódios que foram colecionados ao longo de três décadas de atuação na grande mídia nacional, com passagens por jornais como O Estado De S. Paulo, Folha De S. Paulo, Folha Da Tarde, Jornal Da Tarde, Gazeta Mercantil e revistas como Somtrês, IstoÉ, Veja, Bizz, Interview e Rolling Stone Brasil.

Ao longo das páginas de Escadaria para o inferno, o leitor irá deambular por uma narrativa de texto coloquial, degenerado, desbocado e eivado de humor, ironia e sarcasmo. E irá se deparar com passagens onde mr. Finaski (seu assumido alter ego, uma corruptela de Chinaski, o igualmente alter ego do lendário escritor americano Charles Bukowski, um dos ídolos literários de Finatti) se envolve em aventuras inacreditáveis de sexo, drogas e rock’n’roll com personagens como os músicos da banda alemã Escorpions, o cantor e compositor americano Evan Dando, John Lydon, e nomes hoje lendários do rock nacional como Hateen, Lobão, João Gordo, Nasi e muitos outros.

Filho de um publicitário italiano que morreu ainda novo (com apenas 42 anos de idade) e de uma mineira que amava varar madrugadas pintando quadros (enquanto tomava doses de whisky ao som das canções de Maysa, Dolores Duran, Elis Regina e Belchior e lia textos da filósofa francesa Simone de Beauvoir), Humberto Finatti descobriu sua vocação para o jornalismo por volta dos 12 anos de idade.

Aos 23, em maio de 1986 e começando a faculdade de História – também iniciou o curso de Jornalismo anos depois, embora nunca o tenha concluído -, estreou como colaborador em uma nanica publicação voltada ao rock underground. Desde então, não parou mais e, ao longo de 30 anos de atuação no jornalismo musical e cultural brasileiro, acabou se tornando um dos nomes mais conhecidos de uma grande geração de jornalistas forjada nos anos 80 e início da década de 1990.

Figura controversa – adorada por muitos, detestada por outros tantos -, o jornalista se envolveu em centenas de confusões, situações absurdas e brigas com os próprios colegas de profissão. Finatti permaneceu uma espécie de “rebelde indomável” ou “anti-herói” das redações ao longo das últimas três décadas.

Por conta dessa personalidade, o autor do prefácio deste livro, o jornalista Luis Antonio Giron – a quem o autor carinhosamente chama de “mestre” e responsável por abrir as portas para Finatti nos grandes jornais diários brasileiros -, diz sobre o autor do livro: “…um crítico que diz o que pensa e cuja alma não está em liquidação”.

Já Luiz Cesar Pimentel, ex-editor executivo do portal R7 e autor do texto de “orelha” do volume, afirma sobre a escrita de Finatti: “Você vê por esse que, apesar de toda estrambolia de sua vida (e haja vida para tanta estrambolia), o cara pensa fácil. Texto flui que é uma beleza”.

E por fim o aclamado dramaturgo Mário Bortolotto, amigo pessoal do autor de Escadaria para o inferno, desvela na contra-capa do livro: “Encrenqueiro mor e apaixonado por mulheres e drogas, a sua história só poderia mesmo resultar nesse relato maluco e, para nossa sorte, muito bem escrito”.

Por fim, basta prestar atenção aos títulos de alguns capítulos do livro – como “Mandando John Lydon a puta que o pariu”, “Duelando com Lobão”, “Entrevistando Cid Moreira após ser detonado pelo padê”, “Eu cheirei a cocaína do Scorpions”, “Farinhada boa na casa do vocalista do Ira!” ou “Eu salvei João Gordo do vício no crack” – para se ter uma noção dos relatos absolutamente explosivos e hilários que estão contidos nele.

Prepare-se: sua descida para a escadaria para o inferno está apenas começando. Abra o livro, comece a lê-lo e ótima – ou péssima, dependendo do ponto de vista – viagem! 

LANÇAMENTO

A festa de lançamento do livro acontece no dia 25 de novembro, sábado (véspera do aniversário de 55 anos do autor), com noite de autógrafos a partir das 20hs. na Sensorial Discos/SP, o bar de cervejas artesanais e discos importados de vinil mais charmoso e aconchegante da capital paulista. O evento vai contar com pocket shows das bandas Psychotria, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes e Jenni Sex. No lounge da casa, durante a sessão de autógrafos, haverá DJ set de André Pomba e Vanessa Porto, dois dos melhores e mais prestigiados DJs da noite rocker paulistana.


MARQUE NA AGENDA:


O QUÊ: Lançamento do livro Escadaria para o inferno

QUANDO: Dia 25/12, a partir das 20h

ONDE: Sensorial Discos – Rua Augusta, 2389, Jardins, São Paulo/SP

COMO: R$ 13,00 reais. (Quem adquirir um exemplar do livro ganha automaticamente um desconto de 10% no valor de qualquer item adquirido/consumido na loja )


FICHA TÉCNICA:


 

Título: Escadaria para o inferno

Autor: Humberto Finatti

Número de páginas: 141.

Preço de venda: R$ 39,90.

Sobre o livro: https://www.facebook.com/Finaski/, ou http://editorakazua.com.br/autor/humberto-finatti/