KAZUÁ DIVULGA: Luiza Pastor realiza sessão de autógrafos do livro ‘Legenda Erotica’, neste sábado, no Projeto Luxuria

09/01/2018

Exatamente um mês após o lançamento oficial da obra ‘Legenda Erotica’, que aborda o universo BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), a autora Luiza Pastor participa, realizando sessão de autógrafos, do Projeto Luxúria, que desde 2006 da voz às mais ocultas fantasias em São Paulo.

O evento que acontece neste sábado, 13/01, conta com diversas atrações voltadas para o vasto e pouco explorado universo fetichista, tais como performances, exibição de curta-metragens, exposições e, dentro deste contexto, traz a tona a prática do Dress Code, incentivando o público a dar asas às suas fantasias.

O livro Legenda erótica, da experiente jornalista Luiza Pastor, transfere o leitor para as experiências e relatos das práticas sexuais de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo).

As práticas e expressões eróticas dão o tom da obra, que foi escrita a partir de mais de uma década de observação da autora por dentro do universo fetichista e seus praticantes. As ilustrações ficaram por conta da artista Paula Chimanovitch, que é também filha de Luiza e produziu verdadeiras obras de arte para criar as imagens do livro.


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MARQUE NA AGENDA:


O QUÊ: Sessão de autógrafos do livroLegenda Erotica’, de Luiza Pastor

QUANDO: Dia 13/01, sábado

ONDE: Projeto Luxúria – Rua Aurora, 710 – República, São Paulo, SP

COMO: Sem Dress Code: R$150,00 entrada ou R$200,00 consumo/Dress Code: R$60,00 entrada ou R$100,00 consumo/Amigos do Luxuria: R$50,00 entrada ou 70,00 consumo


Confira o relato da autora para entender melhor suas motivações e o processo que deu origem à ‘Legenda Erotica’:


“Com que roupa se vai a uma igreja acompanhada por um dominador sádico?” A frase da personagem principal de meu livro, Legenda Erotica, poderia sintetizar o tom que percorre todo o texto. Desde que o comecei a escrever, percebia que, além do tom fortemente erótico do conteúdo (podem chamar de pornográfico, não me importo, mas tirem as crianças da sala), a iconoclastia que me inflama contra todos os credos e seus tabus estaria presente, lado a lado com o fio condutor da narrativa – as peripécias de uma mulher que mergulha nas masmorras do universo BDSM.

O que me atraiu a esse mundo, do qual até então, 12 anos atrás, só tinha referências exacerbadas pela obra do Marquês de Sade (ganhei o primeiro livro que li dele, 120 dias de Sodoma, nada menos, da minha avó quando fiz 21 anos), foi a curiosidade. Queria entender o que faz com que algumas pessoas obtenham seu prazer a partir da dor e da humilhação, própria ou do outro.

Havia acabado de ler o Legenda Aurea – A vida dos santos, de Jacopo de Varazze, que conta as desventuras dos mártires canonizados até o século 13, e algo ali martelava no fundo do cérebro: não bastam valores e convicções para se enfrentar a tortura de peito aberto sem fraquejar. É preciso mais. É preciso buscar o êxtase que Bernini tão bem retratou no rosto de Santa Teresa. Pode-se afirmar que todos os santos eram masoquistas? Claro que não, toda generalização é medíocre e, para muitos, não chegou sequer a existir a opção de renegar sua fé. Mas foi esse o gatilho que me levou a procurar saber mais do que pensam, como vivem e o que comem esses seres que se escondem por trás de aparências tão normais e apelidos extravagantes. Daí o título de Legenda Erotica, que nasceu antes mesmo do texto em si.

Escrito e reescrito ao longo dos últimos anos, nunca chegou a ser um projeto prioritário em minha vida profissional. Tê-lo cometido me bastava, me respondia a muitas perguntas e divertia por ser algo tão diferente do que habitualmente produzia. Era meu pecadilho secreto, pode-se dizer.

Mas, aí, ao acompanhar o trabalho artístico de minha filha, Paula Chimanovitch, percebi que ali podia haver uma parceria mais rica, uma cumplicidade muito além do elo familiar. Conheci a Editora Kazuá por meio de uma amiga e… em menos de três meses, estava pronto o livro que agora jogamos às feras. O editor, Evandro Rhoden, embarcou conosco de cabeça no projeto, e viajamos juntos em sua concepção. O resultado não é apenas mais um livrinho de sacanagem (embora tenha muita), nem uma versão tupiniquim dos tais tons de cinza que, de BDSM, não têm nada. Aliás, não há nada mais distante do BDSM que a cor cinza. A cor predominante, aí, é o preto. Quanto mais preto, melhor. Pintalgado de vermelho-sangue, então, ninguém segura!

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Boa leitura!